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UM TIME SHOW DE BOLA

O grande diretor argentino Juan José Campanella já havia mostrado que era um fã incondicional de futebol, quando gravou uma excelente sequencia sem cortes em um estádio no filmaço ‘O Segredo dos seus Olhos’. Com ‘Um Time Show de Bola’ ele têm mais tempo para brindar-nos com diversas referências de ex-jogadores e trazer uma nostalgia maravilhosa para as telonas.

Mas apesar disso tudo, o roteiro não consegue acertar em todas as piadas e os personagens humanos são pouco desenvolvidos – Amadeo é completamente bidimensional –, ao contrário dos jogadores de pebolim (ou totó, como é conhecido em algumas regiões do país) que ganham vida, quase como num conto de fadas.
Há uma homenagem ao atacante holandês Ruud Gullit, ao colombiano Valderrama e ao futebol atual, com seus jogadores de cabelos cada vez mais espalhafatosos – além do dono do bar, que tem o nome de um dos maiores jogadores de Portugal, Eusébio.

O problema é que no final do primeiro e em todo o segundo ato, não há uma relação de proximidade com o espectador, inserindo a aventura de maneira quase gratuita, além de ter um corte final mais longo que o necessário.

Anos após derrotar um garoto em uma partida de pebolim, Amadeo terá que recuperar sua amada Laura e também a cidade onde mora, que foi ‘cedida’ pelo prefeito para um grande (e arrogante) astro de futebol daquela região e contará com a ajuda dos pequenos jogadores Capi, El Pulpo e Beto.

Por estarmos nos aproximando da Copa do Mundo, ‘Um Time Show de Bola’ consegue ter sua importância no circuito internacional, mesmo assim, fica devendo muito na parte emocional. Se fôssemos fazer uma comparação com futebol, o filme tinha excelentes predicados para conseguir o título, mas faltou um diferencial no ataque, para poder colocar a bola no fundo das redes.

Título Original: Metegol
Ano Lançamento: 2013 (Argentina)
Dir: Juan José Campanella
Vozes: Pablo Rago, Miguel Ángel Rodríguez, Sebastian Mogordoy, Fabián Gianola, David Masajnik, Horacio Fontova, Juan José Campanella

ORÇAMENTO: 20 Milhões de Dólares
NOTA: 6,5

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