You are here:  / Críticas / Destaque / SUPERMAN – O HOMEM DE AÇO

SUPERMAN – O HOMEM DE AÇO

Sempre achei Clark Kent um personagem extremamente piegas e quando a Warner lançou as notícias de uma nova reinvenção do herói e que o diretor escolhido seria Zack Snyder, minhas expectativas decaíram mais ainda. Mas houve um fio de esperança quando Christopher Nolan foi chamado para “remodelar” o roteiro.

Os trailers eram excelentes e talvez melhores do que o filme como um todo, não que a obra seja ruim, longe disso. ‘Superman – O Homem de Aço’ é um blockbuster divertidíssimo e feito para agradar em cheio os fãs, mas o fato de sempre pontuarem para o espectador que o protagonista é o “Messias” dos super-heróis, irrita e prova ainda mais o quão tendencioso é todo este universo – e quando Kent vai se confessar com um padre, a câmera de Snyder teima em mostrar logo atrás duas cruzes. Sem contar que os ensinamentos de Jonathan Kent, vivido por Kevin Costner (‘O Guarda-Costas’), se mostram apenas gratuitos e com um alto e perigoso nível de “bom mocismo”.

Mas há um grau de urgência que cai extremamente bem para a trama – pela primeira vez senti que Superman pudesse morrer –, além da direção de atores, nitidamente inseridas de maneira positiva por Nolan.

Dentre o elenco principal, Henry Cavill (‘Imortais’) – o melhor Superman desde Christopher Reeve -, Michael Shannon (‘Foi Apenas um Sonho’), Amy Adams (‘O Mestre’) e Russell Crowe (‘Gladiador’) estão excelentes, mas Diane Lane (‘Noites de Tormenta’), o já citado Costner e principalmente Laurence Fishburne (‘Matrix’) são difíceis de aceitar.

Krypton foi destruído há muito tempo, mas vemos que antes do derradeiro final, Jol-El e sua esposa colocam uma criança numa aeronave e a direcionam para a Terra. Esta criança já crescida, chamada Clark Kent, foi adotada por um casal simples do interior dos Estados Unidos. Por ter habilidades tão incríveis, o jovem se sente diferente e excluído de todos à sua volta, mas quando os terráqueos se vêem ameaçados, ele é o único capaz de defendê-los.

Para uma produção com orçamento de 255 milhóes de dólares, devemos notar que a computação gráfica em determinadas batalhas não são tão perfeitas assim,mas principalmente na construção de Krypton há uma preocupação que rende bons frutos. Muitas referências sejam elas bíblicas, das HQs ou de qualquer outro meio, uma trilha sonora grandiosa e a constatação de uma ferida ainda exposta na mente e nos corações dos americanos, chamada 11 de setembro, fazem de ‘O Homem de Aço’ um filme oscilante, que está longe da magnitude de obras como ‘Os Vingadores’ ou ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’, mas que tem seu valor.

Título Original: Man of Steel
Ano Lançamento: 2013 (Estados Unidos)
Dir: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Kevin Costner, Diane Lane, Julia Ormond, Laurence Fishburne, Michael Shannon

ORÇAMENTO: 255 Milhões de Dólares
NOTA: 7,5

Comente via Facebook

Comentários

2 COMMENTS

  • Devemos fazer um Pipocast sobre esse filme meu caro, concordo que você deva achar irritante e desnecessário o fato de frisarem a todo instante que O Superman é o Messias dos Quadrinhos, mas para alguns que não captaram tal mensagem de 1ª, é algo necessário e não atrapalha o roteiro de maneira alguma, pelo contrário para um fã de kael, (deve estar escrito errado, assim como as palavras do roteiro né) é de extrema importância!!!

    As atuações tem um Q de Cristopher Nolan, que como bem citado por você, segurou as rédias de Zack Snyder, que pela primeira vez, não usou câmeras Lentas, o que valorizou muito o filme no meu ver… mas confesso, senti falta de um soquinho bem lento no rosto do homem de aço.

    Acredito que a única falha, tirando um Cromaqui (errado de novo) ou outro, é a aparição de Lois Lane, (finalmente um nome certo) que ao meu ver teve muito mais de Nolan do que Snyder, e preparem-se para encontrar uma Mulher-Gato na sequência também.

    Portanto meu Caro Eder de Oliveira, eu dei nota 9 ao filme me empolgando com dada cena de luta magnifica, e um Superman digno de vestir o novo uniforme.

    • Alessandro Oliveira meu brother…

      Hq é Hq e cinema é cinema, são duas linguagens muito distintas para ficarem frisando tanto a ‘Messianice’ do Superman. Mas assisti como um mero espectador, não como fã ardoroso dos quadrinhos (principalmente porque acho o herói um porre), e fico feliz em ver tantas pessoas se sentirem homenageadas com o filme de Zack Snyder (sem cameras lentas, aleluia!)

LEAVE A REPLY

Your email address will not be published. Required fields are marked ( required )

Críticas

Séries

Games

Board Games