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Soldado Anônimo, um estudo sobre os flagelos da guerra

Nos filmes de Sam Mendes há inúmeros personagens solitários, com vidas particulares afetadas e sem grandes perspectivas futuras. É o caso do marido vivido por Kevin Spacey em Beleza Soldado AnônimoAmericana ou dos gangsteres interpretados magistralmente por Tom Hanks e Paul Newman em Estrada para Perdição – e nesta última empreitada, acumula um sem número de interpretações carregadas de sofrimento, incompreensão, ira e solidão.

E não se engane, Soldado Anônimo é um drama em sua essência. E por isso ninguém verá corpos sendo mutilados por saraivadas de balas – os tiros, aliás, são mostrados duas ou três vezes ao longo desta jornada melancólica.

Utilizando uma fotografia soberba e diálogos contundentes, Mendes prova outra vez capacidade ímpar por trás das câmeras, numa tremenda crítica social ao país e ao próprio presidente George W. Bush.

Sinopse de Soldado Anônimo:

Quando jovens soldados (o elenco conta com Jake Gyllenhaal, Tyler Sedustine, Jacob Vargas e Laz Alonso) recebem a missão de localizar tropas inimigas no meio do deserto no Iraque, carregando 50 quilos de equipamentos embaixo do sol escaldante, a ansiedade e despreparo para aniquilá-los é enorme e constante. Por fim, conseguem apenas a ajuda – desnecessária – dos aviões, que fazem o serviço deles numa precisão milimétrica.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 70 Milhões de Dólares

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