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Shadow of the Tomb Raider: o fim da nova trilogia!

Olá seres que exploram tumbas e são praticamente imortais da internet, tudo bem com vocês? Eu estou numa decepção que só! E vou explicar o porquê nesta análise feita com muito carinho e afeto a esta, que é uma das minhas heroínas da infância. Então vamos para antigas tumbas maias, tentar salvar o mundo da desgraça em Shadow of the Tomb Raider.

Onde está Lara em Shadow of the Tomb Raider?

Antes de ser crucificado por vocês, saibam que sou fã de Tomb Raider desde seu primeiro jogo, tendo jogado todos e criticado muitos. Mas quando a Square Enix e a Crystal Dinamycs resolveram, em 2013, fazer um reboot da Lara Croft, eu fiquei mais ansioso do que o normal e o resultado todos sabem, um dos melhores jogos da franquia! Foram feitos remodelações na personalidade, nas ações, na jogabilidade, na história e em tudo que conhecíamos, mas mantendo a essência da heroína e dando um toque de sobrevivência ao novo jogo da musa.

Em sua sequência, Rise of the Tomb Raider, eu já podia ver minhas críticas começando a surgir. Os movimentos de queda, o movimento para golpear os vilões, a inexperiência misturada com uma astuta arqueóloga, tudo havia sumido e uma guerreira nascia. Entendi o caminho tomado… mas o sufoco, a sobrevivência que a Lara do reboot conseguiu impor, não mais seriam o foco.

Veio então a evolução disso e Shadow of the Tomb Raider fecha o ciclo de evolução egoísta de Lara. Ela ainda comete erros, mas porque pensa somente em si mesma. Na aventura, ela e Jonah, seu fiel companheiro, caem de avião no meio da floresta do Panamá enquanto estão atrás de um artefato muito precioso pela Trindade, equipe de vilões do segundo título. Posso dizer que logo de início eu gostei dos apuros que Lara foi colocada: uma pedra prendendo sua perna, seguido de uma pequena e apertada fenda no fundo de um lago onde você se sente sufocado, até chegar ao topo. Fiquei vislumbrado, achando que veria o sofrimento de volta, somado agora a experiência de uma grande protagonista.

Shadow of the Tomb Raider

Trecho do game Shadow of the Tomb Raider

Mas em seguida aparece o 007, com uma suposta imortalidade e nenhum ferimento, lutando contra jaguares e inimigos fortemente armados sem dificuldade, sem nenhum realismo e nenhum apelo ao carisma da personagem. Não temi em momento algum pela vida de Lara, porque sabia que tudo daria certo pra essa mulher imortal. Você não sente o peso da personagem ao cair ou pular de um barranco para o outro e foram pouquíssimas inovações que vieram do seu precursor.

A novidade divertida da vez é se cobrir com lama e atacar, como o Rambo no meio da floresta, o que acaba se repetindo demais e ficando enjoativo. Aliás, tudo é repetido demais. A primeira vez que fiquei em uma fenda no fundo de um lago foi sufocante, nas outras 3 vezes, realmente havia perdido a graça. Com uma inteligência artificial mal constituída, onde os inimigos só atacam se você atacar, me fez ficar parado inúmeras vezes, enquanto os inimigos corriam de um lado para o outro, sem saber onde eu estava.

Me decepcionei com o enredo e com a jogabilidade, mas indico o jogo, afinal é o fim de uma trilogia. Este último capítulo que não me agradou, mas faça você seu próprio julgamento! Até a próxima semana e perdoem por essa análise tão pessoal. Esta é uma personagem que amo demais e que me decepcionei. Um abraço moreno.

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