Põe na Mesa | Lady Lúdica, evento de Board Game para público feminino

1° Lady Lúdica acontece no dia 6 de maio, no Catete, e contará com a presença de grandes nomes femininos do Board Game nacional.

A ideia surgiu sem uma expectativa tão grande e foi ganhando corpo a medida que a repercussão sobre o evento e o apoio começaram a surgir. É o que conta a organizadora do 1° Lady Lúdica, Patrícia Nate, evento de board game voltado para as mulheres. O encontro será mensal e acontecerá na capital fluminense no dia 6 de maio, das 14 às 22 horas, na Game of Boards, localizado na rua Correia Dutra, 99 (sobreloja 219), no Catete, com entrada gratuita.

O Lady Lúdica contará com a participação da Vanessa Hellen Monteiro, da FunBox Games, playtest do jogo “Solomon Jones” com a game designer Fernanda Zamith Rocha (em parceria com o Leonardo Ayres), jogos para sorteio durante o evento (sorteado apenas entre as mulheres que comparecerem no dia) e uma equipe de monitoras que receberão os participantes e ensinarão os jogos disponíveis no acervo.

Apesar de o público-alvo ser as mulheres, Patrícia deixa claro que homens também são bem vindos. “Homens também serão bem recebidos, mas como diz nosso slogan, a festa é das mulheres”.

Confira o papo que tivemos com ela sobre o evento e também sobre a participação das mulheres no hobby.

Entrevista

Cinema e Pipoca -Olá Patrícia, obrigado por aceitar conversar com a gente. Poderia nos falar sobre como você entrou em contato com esse universo dos board games?
Patrícia Nate – Foi há uns 3 anos. Meu namorado na época comentou comigo que ficaria meio sem dinheiro naquele mês pois havia comprado um jogo que era bem caro, “um tal” de Zombicide. Quando ele me falou sobre como era esse board game eu pirei de ansiedade pra conhecer e saber de fato do que se tratava. Ali foi um caminho sem volta. Os jogos seguintes foram comprados por mim e estou aí até hoje, jogando até 4 vezes na semana(mas não sou viciada, eu juro).

CP – Por que você acha que um evento de board game voltado para as mulheres é necessário? Quais espaços faltam para as mulheres no hobby?
PN – Acho necessário mostrar pro hobby como um todo que, além de sermos muitas, temos mulheres realmente essenciais. Mais do que reunir e trazer mulheres pro hobby, o Lady Lúdica pretende evidenciar as que já temos na ativa, como game designers, donas de editoras e lojas e formadoras de opinião. A ideia é que toda edição tenha uma convidada especial para fazer um debate durante o evento sobre as dificuldades encontradas no fato de ser mulher nesse hobby ainda tão masculino. O evento é uma forma de nos afirmarmos nesse espaço e dizermos “ei, estamos aqui e somos tão gamers quanto vocês” e “não, não gostamos só de joguinhos coloridos”.

CP – Como teve a ideia do evento e quais são suas expectativas em relação a ele?
PN – Há muito tempo sinto a necessidade de evidenciar as mulheres do hobby. Ao longo desses anos, conheci mulheres maravilhosas e admiráveis que merecem muito destaque. E o machismo existe sim e até em pequenos comportamentos que muitas vezes não são notados, como no papo de “jogos para trazer mulheres para o hobby”… são necessários jogos para tragam pessoas para o hobby, não tem que ser diferente para atrair mulheres. Então, em um dia de novembro do ano passado em uma conversa com amigos, surgiu o embrião da ideia de fazer algo a respeito. Desde então vim amadurecendo meus objetivos e o conceito do evento que iria propor. Sobre expectativas eu confesso que não imaginava tanta repercussão e tanto apoio. Minhas ultimas duas semanas estão sendo uma loucura de gente me procurando pra apoiar, trabalhar e ajudar de alguma forma. Eu desejo de coração que nosso público feminino seja bem alto e com um ambiente maravilhoso onde todas se sintam bem recebidas e a vontade.

CP – Há planos para eventos fora do Rio de Janeiro?
PN – Já recebi proposta para levar o evento pra São Paulo e pra Curitiba, aguardem ai Lady Lúdica interestadual!

CP – Isso é ótimo! Patrícia, para finalizar o nosso bate-papo, conte um pouco sobre você e de como o hobby se insere no seu cotidiano.
PN – Eu sou psicóloga clínica comportamental, tenho 27 anos e mãe solo de um rapazinho de 5 anos, o que me faz ter que administrar o meu tempo de forma impecável entre filho, pós graduação, consultório, Lady Lúdica e ainda conseguir jogar. Nesses últimos anos, minha vida social tem sido basicamente com os amigos que fiz jogando. Frequentando eventos conheci pessoas que se tornaram parte do meu círculo, amigos que considero especiais e íntimos, e a amizade acabou indo muito além de jogos. Frequentamos a casa uns dos outros, saímos juntos… enfim, os board games me trouxeram muita gente incrível.

Por Danilo Pessôa

Parceiro do Cinema e Pipoca

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