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O MENSAGEIRO

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Já precisou falar para alguém que um ente querido havia falecido? Como se preparou para dizer isso? Qual a reação da pessoa ao receber a notícia? O fato é que, desde o início, ‘O Mensageiro’ toca num ponto crucial, ou seja, a perda. E para dificultar ainda mais a situação, o diretor Oren Moverman (que trabalhou no roteiro de ‘Não Estou Lá’) faz da guerra no Iraque o ponto de apoio para seu roteiro.

Sem usar uma imagem sequer da guerra em si, escapa de boa parte dos clichês que poderiam deixar sua obra igual a tantas outras presentes por aí. O modo com que é dada a trágica notícia é mecânica e fria e daí ficamos nos perguntando: ‘Será que quem deveria estar fazendo este trabalho, sendo xingado e tomando cusparadas no rosto, eram os soldados ou os próprios governantes que colocam jovens de 20 anos para morrerem em batalha, sem nem sequer cogitarem a possibilidade de alistarem seus filhos?’

Talvez a repetição exagerada de algumas cenas, os cortes abruptos e o pouco uso da personagem interpretada por Samantha Morton (‘Control’) seja um defeito, mas apesar disso, todos os méritos do filme vão para Woody Harrelson (‘2012’) e Ben Foster (‘Os Indomáveis’), eternos coadjuvantes de Hollywood, numa química perfeita.

Após ser ferido no Iraque, o soldado Will vai para casa, tendo ainda 3 meses para servir o exército. É convocado para a Divisão de Notificação de Falecimento dos Militares e trabalha com Tony, um capitão experiente com quem cria grande amizade. Porém, numa dessas visitas Will se apaixona por uma das viúvas e se vê num complexo dilema moral.

No fim, expande-se a linha vista em ‘Guerra ao Terror’ por exemplo, pois a degradação psicológica vai desde o oficial até suas famílias, que se apoiam em suas próprias crenças e nos parentes próximos para encontrarem forças em episódios que poderiam nunca existir.

Título Original: The Messenger
Ano Lançamento: 2009 (EUA)
Dir: Oren Moverman
Elenco: Ben Foster, Jena Malone, Eamonn Walker, Woody Harrelson, Lisa Joyce, Steve Buscemi, Samantha Morton

ORÇAMENTO: —

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Comentários

1 COMMENT

  • Cenários Imaginários

    Este filme também me chamou atenção, mas pelo que você fala do filme, prefiro o roteiro de ENTRE IRMÃOS. Tratando-se de filmes norte-americanos, podemos esperar que pelo menos 2 terços dos filmes citem o patriotismo norte-americano, e a melhor maneira de citar tal patriotismo é se referindo as histórias de guerras e seus dramas vividos no front. No caso de ENTRE IRMÃOS, o drama é mais consistente, pois a noticia que deve ser dada para a mulher de um dos oficiais sobre seu falecimento, fica ao encargo do próprio cunhado (irmão do oficial)que acaba se envolvendo com a mulher do irmão e quando todo o terror da perda que a guerra lhes causou está prestes a ser "esquecida", o irmão bate à porta.

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