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O JUÍZ

Um homem sai de sua cidade natal e se distancia da família. Após alguns anos, ele terá que se reaproximar e expulsar os demônios do passado, além de salvar a reputação de seus entes queridos. Provavelmente você, caro cinéfilo, já deva estar cansado de ver este tipo de premissa por aí, correto?

Portanto, a escolha do diretor David Dobkin (que anteriormente só havia feito comédias como ‘Os Penetras Bons de Bico) era muito arriscada. Mas apesar de todos os clichês – alguns ele dribla com muita categoria –, encontrou no elenco a força motriz para um drama contundente, já que Robert Downey Jr. tem empatia imediata com o público e Robert Duvall, no alto de seus 84 anos, é um monstro em sua atuação, merecendo a indicação ao Oscar e, quem sabe, o prêmio na noite do dia 22.

O problema é o corte final, de longuíssimas duas horas e vinte minutos, a trilha sonora sempre repetitiva e pouco densa e o par romântico bastante insosso. Estabelecendo os padrões tipicamente dos Corleone, Dobkin cria uma família com o poder de influência gigantesco naquela pequena cidade.

Há boas e inesperadas reviravoltas e o embate entre o egocêntrico e arrogante Hank e seu pai Joseph é de gelar a espinha. Longe de ser uma obra prima ou um projeto inesquecível – o roteiro é até um pouco quadradão –, vale dar uma chance para ‘O Juíz’, mesmo sabendo que o marketing e o elenco prometiam muito e entregaram menos que imaginávamos.

Título Original: The Judge
Ano Lançamento: 2014 (Estados Unidos)
Dir: David Dobkin
Elenco: Robert Downey Jr., Robert Duvall, Vera Farmiga, Leighton Meester, Billy Bob Thornton, Vincent D’Onofrio, David Krumholtz

ORÇAMENTO: —
NOTA: 7,5

Indicações ao Oscar: Ator Coadjuvante (Robert Duvall)

Por Éder de Oliveira

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