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MAZZAROPI – O ÍCONE DO CINEMA NACIONAL

Amacio Mazzaropi, nasceu em São Paulo, no dia 9 de Julho de 1902 e em mais de 30 filmes, retratou com uma esperteza sem igual a ingenuidade do caipira.
Mas se hoje em dia ele é visto como um ícone do cinema nacional, antigamente era o terror dos críticos, que achavam que ele explorava essa visão de forma a depreciar a figura do caipira.

Após trabalhar no picadeiro de um circo e sair de casa, cria sua própria companhia – a Pavilhão Mazzaropi. É convidado então para fazer um programa de 15 minutos na Rádio Tupi, isso lhe abre espaço para protagonizar o primeiro musical da televisão brasileira, intitulado “O Rancho Alegre”, em 1950.

E com o fracasso do primeiro filme dos Estúdios Vera Cruz, Abílio Pereira de Almeida, que havia assistido Mazzaropi no teatro e na TV, faz a cabeça dos italianos proprietários do Estúdio, que chama o desconhecido para dar uma cara mais ‘popular’ na marca.
Estreava então em 1952, aos 40 anos no cinema, como um paulistano com sotaque bem evidente em ‘Sai da Frente’ e o sucesso foi tanto, que a próxima produção foi feita no mesmo ano e chamava ‘Nadando em Dinheiro’.

Além destes, faz ‘Candinho’ para a Vera Cruz e vai para o Rio, trabalhar com Oswaldo Massaini.
Esperto como só ele, percebe que poderia fazer muito dinheiro e resolve trabalhar também como produtor em ‘Chofer de Praça’ e logo em seguida lança ‘Jeca Tatu’, que é um sucesso estrondoso, dando a oportunidade dele abrir a ‘Produções Amacio Mazzaropi’ (PAM), numa enorme área em Taubaté.

Compra equipamentos de ultima geração e faz um planejamento de lançar um filme por ano – ele nunca cogitou a possibilidade de usar o espaço para produzir fitas de outros diretores.
Com um sucesso atrás do outro, é questão de tempo para ele se tornar milionário.

E mesmo sendo analfabeto, ele, além de atuar, dirigir e produzir seus filmes, faz o argumento, escolhe os atores.
Nos arredores da PAM, a grande maioria sabia que Mazzaropi era homossexual, mas era tão discreto em suas atitudes que, por vezes passava despercebido.

Os números não deixam mentir: seus cinco filmes lançados entre 1970 e 1975 somaram 13.405.537 ingressos vendidos e em todos os dias 25 de janeiro de 1964 a 1980, às 22 horas Cine Art Palácio recebia as noites de estréia de um novo filme do astro, que chegava de limusine.

Falece no dia 13 de junho de 1981, vítima de um câncer na medula óssea. Há mais de quarenta anos, praticamente criou sozinho a indústria de cinema nacional, explorando unicamente a figura de Jeca Tatu. Se isso não é ser genial, me diga o que é?

SUA FILMOGRAFIA:
– 1952: Sai da Frente (ator);
– 1952: Nadando em Dinheiro (ator);
– 1953: Candinho (ator);
– 1955: A Carrocinha (ator);
– 1956: O Gato de Madame (ator);
– 1956: Fuzileiro de Amor (ator);
– 1957: O Noivo da Girafa (ator);
– 1958: Chico Fumaça (ator);
– 1958: Chofer de Praça (produtor, roteirista, argumentista, ator);
– 1959: Jeca Tatu (produtor, roteirista, argumentista, ator);
– 1960: As Aventuras de Pedro Malasarte (produtor, diretor, ator);
– 1960: Zé do Perequito (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1961: Tristeza do Jeca (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1962: O Vendedor de Linguiça (produtor, argumentista, ator);
– 1963: Casinha Pequenina (produtor, argumentista, ator);
– 1964: O Lamparino (produtor, ator);
– 1964: Meu Japão Brasileiro (produtor, roteirista, ator);
– 1965: O Puritano da Rua Augusta (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1966: O Corinthiano (produtor, argumentista, ator);
– 1967: O Jeca e a Freira (produtor, diretor, roteirista, argumentista, ator);
– 1968: No Paraíso das Solteironas (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1969: Uma Pistola para Jeca (produtor, roteirista, argumentista, ator);
– 1970: Betão Roncaferro (produtor, argumentista, ator);
– 1972: O Grande Xerife (produtor, argumentista, ator);
– 1973: Um Caipira em Bariloche (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1973: Portugal Minha Saudade (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1974: O Jeca Macumbeiro (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1975: Jeca contra o Capeta (produtor, diretor, argumentista, ator);
– 1977: Jeca… Um Fofoqueiro no Céu (produtor, diretor, roteirista, argumentista, ator);
– 1978: Jeca e o seu Filho Preto (produtor, argumentista, ator);
– 1979: A Banda das Velhas Virgens (produtor, diretor, roteirista, argumentista, ator);
– 1980: O Jeca e a Égua Milagrosa (produtor, diretor, roteirista, argumentista, ator).

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