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Liga da Justiça, os deuses da DC se encontram

A retrospectiva dos acontecimentos até aqui: O Homem de Aço (2013) abriu os trabalhos deste universo e conseguiu boas críticas. Já Batman vs Superman foi destruído por quase todo mundo (eu gostei!), principalmente por conta de uma tal Martha. Esquadrão Suicida (2016) colocou mais areia nesta cova que estava bem funda. Mas Mulher Maravilha (2017) trouxe os heróis de volta aos trilhos e agora, com a Liga da Justiça, os deuses da DC se encontram… e o que esperar?

Bom, vamos lá! Muito se dizia sobre a ‘marvetização’ deste projeto, com muitas piadas, muito mais cores do que havíamos visto anteriormente e uma leveza em seu roteiro. Fiquei reticente com isso. Mas, saindo do cinema, percebi que não era bem assim, explico:

  • há mais piadas que o normal, é verdade, mas nada exagerado. Muitas delas são feitas por Flash e 50% funcionam – o restante está lá sem nenhuma função;
  • a tonalidade das cores continua igual e o tom é sombrio, ou seja, fotografia muito escura. Portanto, não aconselho ver em 3D;
  • o espectador perceberá direitinho quais as passagens foram escritas por Zack Snyder e quais foram refeita por Joss Whedon. E sim, aliviaram no tom aqui.
Liga da Justiça, os deuses da DC se encontram

Pôster do filme

A melhor coisa de Liga da Justiça é, de fato, a química entre os super heróis. Batman/Bruce Wayne deixa de ser um sociopata e vai atrás dos outros para formar o time. Mulher Maravilha é a alma e o ponto central aqui, ajudado pelo carisma inacreditável de Gal Gadot. Flash pode evoluir muito no futuro, mas funciona bem. Aquaman é um ermitão de poucas palavras e Cyborg é o mais deslocado de todos, quase como um adolescente rebelde.

E Superman? Ah, o Superman… começa com aquela famosa cena em que tiraram o bigode de Henry Cavill digitalmente e o negócio é mal feito demais. Com o passar do tempo e a aparição dele, a grandiosidade das lutas aumenta e a destruição também.

Já o vilão é qualquer nota e totalmente esquecível. Sua motivação é tão mal conduzida quanto a de Apocalypse no último filme dos mutantes, e sua criação em CGI parece ter sido pensada por um garoto de 12 anos. Aí chegamos à batalha final! Você se lembra do quão exagerados e sem naturalidade eram os efeitos especiais no final de Esquadrão Suicida e Mulher Maravilha? Pois bem, este sofre do mesmo problema, tirando a imersão do espectador.

Duas horas e vinte minutos depois, os créditos sobem. Fico com a sensação de que o universo da DC nunca vai deslanchar de fato e que já estou meio saturado dos super heróis nos cinemas… e jamais pensei que um dia iria escrever algo assim.

Obs.: duas cenas pós crédito. A primeira é uma besteira e a segunda é mais interessante e poderá render bons frutos no futuro.

Sinopse de Liga da Justiça:

Este filme se passa no outono de 1985 e narra as aventuras de três amigos, Chris, Joe e Ted, que frequentam a mesma escola na região suburbana de Palo Alto, nos EUA. As coisas ganham um tom mais emocionante quando as pessoas dali passam a conviver com a ameaça de um leão da montanha sobre a comunidade.

Título Original: Justice League
Ano Lançamento: 2017 (Estados Unidos)
Dir: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Amy Adams, Gal Gadot, Ezra Miller, Jason Momoa, Ray Fisher, Jeremy Irons, Diane Lane, Connie Nielsen, J.K. Simmons

ORÇAMENTO: 300 Milhões de Dólares
NOTA: 3,5

Confira também um dos nossos vídeos do Canal Cinema e Pipoca

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