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ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO

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Se José Mojica Marins não convence como ator – principalmente porque seu personagem tira gargalhadas ao invés de dar medo -, atrás das câmeras molda coadjuvantes interessantes, fazendo deles o ponto alto de ‘Encarnação do Demônio’, produção que fecha trilogia iniciada por ‘À Meia Noite Levarei a sua Alma’ (1963) e continuada em ‘Esta Noite Encarnarei no seu Cadáver’ (1966).

Neste suposto último episódio, Zé do Caixão sai da cadeia após 40 anos e, novamente, planeja executar seu plano de vida, ou seja, gerar um filho perfeito (e nessa hora, Mojica nos apresenta, acertadamente, flashbacks das obras anteriores).

Junte inúmeras figuras bizarras, sangue, mulheres nuas, diálogos incrivelmente banais e um tipo de terror sádico que nunca chega a incomodar e entenderá a ideia da película. Suas referências aos “torture porns” americanos (como ‘Jogos Mortais’, ‘Abismo do Medo’ e tantos outros) ficam evidentes ao longo dos noventa minutos.

Há pelo menos duas cenas que valem o ingresso (sem contar a maravilhosa fotografia), capturando este gênero morto, enterrado e lacrado aqui em nossas terras. Sendo assim, num contexto geral, o retorno nacional neste universo dominado pelas “garotinhas cabeludas” e jovens estéricas em perigo se mantém, ao menos, respeitável.

NOTA: 6,0
ORÇAMENTO: 2 Milhões de Reais

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Comentários

2 COMMENTS

  • será que vale a penaa ?
    ;*

  • Ainda não vi, mas pretendo. É um artista controverso, porém tem seu espaço e sua importância dentro da história cinematográfica.

    Depois que ganhou reconhecimento no exterior, a nossa imprensa passou a olhá-lo com mais respeito.

    abs

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