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A LULA E A BALEIA

www.adorocinema.com.brNo mundo moderno muitas coisas evoluíram, cresceram, ficaram extremamente fáceis. Já outras parecem ter perdido a essência, pois o amor se tornou algo descartável, pessoas vulneráveis e famílias incoerentes, fracas e freqüentemente sujeitas ao rompimento. O roteiro de ‘A Lula e a Baleia’ se passa em meados dos anos 80, mas é impossível assistí-lo sem compará-lo à inconstante sociedade atual.

Quem do outro lado do monitor pode citar conhecidos que se separaram? É neste tema complexo, o diretor Noah Baumbach apoia sua pequena obra independente, ajudado pelos conhecidos e competentes Laura Linney (‘O Exorcismo de Emily Rose’) e Jeff Bridges (‘Debi e Loide – Dois Idiotas em Apuros’) e pelos surpreendentes atores mirins Jesse Eisenberg (‘Roger – O Conquistador’) e Owen Kline (‘Aniversário de Casamento’).

A família perfeita está quebrada e desunida. Os pais decidem se divorciarem. Na nova moradia, o marido procura arrumá-la identicamente como era seu “ex-lar”, com medo dos filhos repudiarem mais mudanças. Já ela, insiste em desorganizar tudo, “remodelando” os frágeis alicerces da própria vida.

Além das brigas e olhares frios, o resumo em ‘A Lula e a Baleia’, certamente está no diálogo: “Todos seus amigos tem pais divorciados, não tem?” – dita pela mãe para um dos filhos. “Todos, mas não eu!” – responde, com olhar triste o garoto. Nas dificuldades, os adultos procuram por novos amores e as crianças descobrem, desde cedo, as revoltas, tristezas e a frustração do rompimento familiar.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: 1,5 Milhão

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