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100 Grandes Filmes de Terror para assistir

Nos quase 11 anos de Cinema e Pipoca, as listas sempre estiveram presentes, mas a de hoje é especial. Não só por conta de falar de um gênero que tanto gosto, mas também por ser a maior lista do site. Juntamos 100 Grandes Filmes de Terror (e não foi nem um pouco fácil), dividimos por décadas e você confere agora todos estes títulos.

Ficou faltando o seu preferido? Coloca aí no comentário, quem sabe não sai a parte 2.

DÉCADA DE 20

– O GABINETE DO DR. CALIGARI (1920)

Um dos grandes marcos do expressionismo alemão no cinema, ‘O Gabinete do Dr. Caligari’ conta com figurino excepcional, um elenco impecável e cenários de tirar o fôlego. Robert Wiene transpôs o mundo da loucura e do delírio para dentro das telas como nenhum outro conseguiu.

– O GOLEM (1920)

100 Grandes Filmes de Terror

Outro produto do expressionismo alemão, ‘O Golem’ fala sobre a perseguição contra os judeus. O monstro do título é um ser feito de barro, que ganha vida quando um mágico o liberta com rituais presentes em um livro.

– A CARRUAGEM FANTASMA (1921)

100 Grandes Filmes de Terror
Qualidade em relação à fotografia, certos efeitos especiais e, principalmente, no roteiro. ‘A Carruagem Fantasma’ conta que, se alguém muito pecador for o último a morrer em determinado ano, viverá vagando pelas florestas em cima de uma carruagem.

NOSFERATU (1922)

100 Grandes Filmes de Terror

Dirigido por F. W. Murnau, ‘Nosferatu’ foi a primeira transposição da obra de Bram Stoker. Trabalha muito bem com luz e sombra, deixando o personagem que dá nome ao filme ainda mais assustador. Um clássico irreparável que não poderia estar de fora dos 100 Grandes Filmes de Terror.

– HAXAN – A FEITIÇARIA ATRAVÉS DOS TEMPOS (1922)

100 Grandes Filmes de Terror

Obra sueca que conta a história de como ocorriam as perseguições contra a feitiçaria na Europa. Dividido em 7 capítulo, ainda utiliza fatos reais da Idade Média e os mescla com certo humor, mas muita tensão.

– O CORCUNDA DE NOTRE DAME (1923)

Um tanto inocente para os dias atuais, esta versão de ‘O Corcunda de Notre Dame’ foi uma das primeiras grandes produções a ser lançada pelos Estados Unidos. Destaque para a interpretação de Lon Chaney, que viveu o protagonista deformado.

– AS MÃOS DE ORLAC (1924)

Do genial Robert Wiene, nunca no cinema as mãos foram tão amedrontadoras quanto em ‘As Mãos de Orlac’. Wiene repete as mesmas qualidades de ‘O Gabinete do Dr. Caligari’ e transforma este trabalho numa aula de montagem.

– O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA (1924)

Três visões da maldade humana são mostradas neste clássico do expressionismo alemão, dirigido por Leo Birinsky e Paul Leni. Califa de Bagdá Harun al Raschid, Ivan, O Terrível e Jack, O Estripador, ganham versões de suas histórias neste projeto interessante e pouco lembrado pelos cinéfilos.

– O FANTASMA DA ÓPERA (1925)

A história é a mesma que você conhece, mas ao contrário da pífia versão de Joel Schumacher, esta consegue prender o espectador do início ao fim e mesmo em épocas de cinema mudo, a trilha sonora dava conta do recado. Talvez a melhor adaptação da história para o cinema.

– FAUSTO (1926)

F. W. Murnau sai do universo vampírico e parte para o universo dos demônios. Num período de peste negra, um alquimista pede à entidade mais poderosa das trevas a vida eterna, mas em troca lhe dá a sua alma. Coisa boa é que não vai vir né.

DÉCADA DE 30

– M, O VAMPIRO DE DUSSELDORF (1931)


Aos que amam o expressionismo alemão no cinema, ‘M, o Vampiro de Dusseldorf’ é obrigatório e marcava a transição do cinema mudo para o falado. Fala sobre um serial killer que leva terror à cidade alemã.

– DRÁCULA (1931)

Bela Lugosi e Drácula tornaram-se um só, tanto que o ator jamais conseguiu se livrar do personagem. ‘Drácula’, assim como ‘Nosferatu’ é uma livre adaptação da história de Storker, mas Lugosi tem poder na interpretação e seu charme ultrapassa a tela.

– FRANKENSTEIN (1931)

Com o trio Boris Karloff, Colin Clave e Mae Clarke, o diretor James Whale trouxe à vida o monstro criado pelo cientista Victor Frankenstein. O projeto poderia ter uns 20 minutos a menos, mas consegue ter relevância ainda hoje.

– O MÉDICO E O MONSTRO (1931)

Fugindo de muitas coisas trazidas pelo livro de Robert Louis Stevenson, o diretor Rouben Mamoulian escolheu perfeitamente seu elenco e Fredric March sumiu na pele do Dr. Henry L. Jekyll, fazendo o espectador crer, em muitos momentos, que se trata de dois atores, ao invés de um. Obra exemplar de um clássico da literatura.

– A MÚMIA (1932)

Falar sobre os 100 Grandes Filmes de Terror e não comentar sobre o clássico ‘A Múmia’ seria impossível. E mesmo que tenha sérios defeitos de criação de personagens, o filme é de Boris Karloff e não podemos negar. Ele carrega a produção nas costas com seu estilo sem igual de atuação. Inspirou a refilmagem com Brendan Fraser.

– KING KONG (1933)

Em uma época em que os efeitos especiais eram inexistentes e o diretor fazia tudo na raça, Ernest B. Schoedsack e Merian C. Cooper levaram um gorila gigante para cima do Empire State Building. Mesmo com a boa refilmagem de Peter Jackson, nós ainda ficamos com o clássico.

– O HOMEM INVISÍVEL (1933)

Outro presente que a Universal deu aos cinéfilos, ‘O Homem Invisível’ é uma mescla de ficção científica e terror, com efeitos especiais a frente do seu tempo e uma atuação de Claude Rains, digna dos cientistas mais malucos de todos os tempos.

– O GATO PRETO (1934)

Não vá pensando que o roteiro tem algo a ver com o conto de Edgar Allan Poe. Na verdade, foi uma tática do estúdio para levar mais gente aos cinemas. Mesmo assim agrada e ainda conta com rituais satânicos para amedrontar os desavisados.

– O CORVO (1935)

Pegando emprestado apenas algumas características do conto de Edgar Allan Poe, o diretor Lew Landers dá ritmo e dinamismo no roteiro que mescla paixão e vingança. Bela Lugosi e Boris Karloff estão no elenco de peso.

– O PODER INVISÍVEL (1936)

‘O Poder Invisível’ tem muitos ingredientes para transformá-lo num clássico. Primeiro é um terror scifi de primeira, depois tem um grande vilão e por último conta com dois dos maiores astros da época: Boris Karloff e Bela Lugosi. Precisa dizer mais?

 

DÉCADA DE 40

– O LOBISOMEM (1941)

Apesar de importantíssimo para a época, a maquiagem era algo inovador e a alma do projeto (precisavam de 6 horas para o ator ‘se transformar’ em lobisomem). ‘Lobisomem’ envelheceu muito mal e hoje serve apenas como curiosidade para os cinéfilos. O roteiro é aquele que todos nós conhecemos e conta com Bela Lugosi no elenco.

– SANGUE DE PANTERA (1941)

Orçado em 134 mil dólares, o filme conta a história de Irena, uma jovem designer de modas que descobre ser descendente das mulheres pantera. Quando começa a ter ciúmes de uma amiga de seu marido, seu lado mais selvagem começa a ganhar força e isso poderá pôr fim em seu casamento e afastar todas as pessoas ao seu redor.

– A SÉTIMA VÍTIMA (1943)

Mulher vai atrás de irmã desaparecida e descobre que ela será sacrificada pois traiu a seita satânica que participava. Este foi o primeiro filme estrelado por Kim Hunter e tem na direção Mark Robson, que concorreu ao Oscar por ‘A Cadeira do Diabo’.

– A MORTA VIVA (1943)

O filme conta com pelo menos três sequencias excelentes e que fizeram muita gente perder o sono. Dirigido por Jacques Tourneur, traz diversos elementos dos contos de terror que são passados de geração para geração. Resvala também nos rituais vudus e satânicos.

– O SOLAR DAS ALMAS PERDIDAS (1944)

Basicamente ‘O Solar das Almas Perdidas’ é um filme de mansão mal assombrada. O que o faz tão importante é que foi uma das primeiras produções a flertar com este sub-gênero que sobrevive até hoje. O protagonista Ray Milland, ganharia o Oscar no ano seguinte por ‘Farrapo Humano’.

– A ILHA DOS MORTOS (1945)

O roteiro resvala no universo dos vampiros, assim como joga seus personagens para dentro da guerra de 1912. Boris Karloff encabeça o elenco e Mark Robson volta a aterrorizar os espectadores com seus planos intensos e sua dramaticidade quase caricata.

– O TÚMULO VAZIO (1945)

Nova parceria entre Bela Lugosi e Boris Karloff, o grande diretor Robert Wise conta a história de um doutor que contrata um homem para desenterrar corpos nos cemitérios de Edinburgo. Após a segurança neste local aumentar, o homem decide assassinar pessoas para poder manter seu trabalho.

– NA SOLIDÃO DA NOITE (1945)

Imagine que você tenha pesadelos diferentes todas as noites e que em num determinado momento, acaba encontrando as pessoas dos seus sonhos na vida real. ‘Na Solidão da Noite’ é exatamente isso e cada conto aterroriza o espectador pelo grau de estranhamento e também pela maravilhosa ambientação  criada pelos diretores Alberto Cavalcanti, Charles Crichton, Basil Dearden e Robert Hamer.

– O RETRATO DE DORIAN GRAY (1945)

Pode não ter todos os elementos do livro de Oscar Wilde, mas consegue transpor todo descontrole do personagem principal para com sua própria imagem. Foi o último filme de Charles K. French e a produção foi orçada em 3,5 milhões de dólares.

– CONCERTO MACABRO (1945)

Estrelado por Laird Cregar, conta a história de um músico que tem severos lapsos de memória e acaba perdendo o controle da realidade. Dirigido por John Brahm, o filme é pouco conhecido por aqui, mas tem seu valor no meio da sétima arte.

DÉCADA DE 50

– A GUERRA DOS MUNDOS (1953)

Baseado no livro escrito por H. G. Wells, contou com a produção (não creditada) de Cecil B. DeMille e se tornou o mais importante filme sobre invasão alienígena de todos os tempos. O design maravilhoso das naves corrobora com a assustadora visão do diretor Byron Haskin. A refilmagem de Spielberg não passa de uma demonstração do quanto Hollywood se mantém sem ideias.

– O MONSTRO DA LAGOA NEGRA (1954)

Este foi o último monstro da Universal – que já tinha em seu plantel Frankstein, Drácula e tantos outros – e por incrível que pareça, atacava suas vítimas em terras brazucas. Todas as tomadas da floresta são excelentes, mas ‘O Monstro da Lagoa Negra’ envelheceu mal e as roupas de borracha do monstrengo fazem os espectadores rirem hoje em dia.

– GODZILLA (1954)

O monstro que dá nome a este filme é uma crítica ferrenha aos Estados Unidos por terem bombardeado Hiroshima e Nagasaki. Depois, Godzilla ganhou diversos vilões à altura como Gamera, por exemplo, e se tornou um dos ícones mais cultuados do Japão e fora dele – tanto que Roland Emmerich criou seu lagartão que destruiu Manhattan, Cloverfield é uma cópia dele e Gareth Edwars decepcionou a todos com a refilmagem de 2014.

– AS DIABÓLICAS (1955)

‘As Diabólicas’ é um misto de suspense, terror e drama, tratado com uma ousadia que poucas vezes foi visto no cinema mundial (temas como lesbianismo e masoquismo, por exemplo). O final é surpreendente ainda hoje e deixa o espectador boquiaberto.

– O MENSAGEIRO DO DIABO (1955)

O grande destaque do filme é, sem dúvida, seu ator principal Robert Mitchum, que some no papel e transforma seu personagem em um dos grandes ícones da sétima arte. ‘O Mensageiro do Diabo’ foi um fracasso nas telonas, sendo reconhecido anos mais tarde. Seu diretor Charles Laughton, nos presenteia com sequencias que lembram e muito o cinema expressionista alemão.

– A NOITE DO DEMÔNIO (1957)

Baseado na obra literária ‘Casting the Runes’ de Montague R. James, o filme trás como foco principal o satanismo. Foi dirigido pelo talentoso Jacques Tourneur, que utilizou algo visto até hoje: não jogar o monstro ‘na cara’ do espectador. Seu problema? O design ‘pitoresco’ do tal demônio, que tinha focinho e asas.

– OS DEVORADORES DE CÉREBRO (1958)

Produção de baixíssimo orçamento que contou com a dedicação total de todos os seus atores e principalmente de Ed Nelson. Tudo funciona muitíssimo bem nesta obra, o problema é que na época de seu lançamento, sofreu uma ação judicial e o diretor teve que pagar 5 mil dólares ao escritor Robert A. Heinlein. Na década seguinte se tornou cult e referência para diversos outros projetos de outros diretores.

– O VAMPIRO DA NOITE (1958)

Por causa deste filme, Christopher Lee ganharia – com louvores – o título de ‘o melhor interprete de Drácula de todos os tempos’. Juntamente com Peter Cushing e o diretor Terence Fisher, fez de ‘O Vampiro da Noite’ algo assustador e sanguinário. É uma overdose de momentos que definiram o sub-gênero, como os closes nos pescoços alheios, sensualidade e etc. Christopher Lee reprisaria o personagem mais um sem-número de vezes.

– O TERROR QUE VEM DO ESPAÇO (1958)

Considerado um filme B atualmente, na época em que foi lançado, ‘O Terror que Veio do Espaço’ aterrorizou muitas pessoas que conferiram nos cinemas. Há uma certa discussão sobre a vida em Marte, mas o roteiro é bem furado e as óbvias roupas de borracha estão lá. É tão importante para a sétima arte que inspirou a criação de ‘Alien – O Oitavo Passageiro’.

– O HOMEM QUE ENGANOU A MORTE (1959)

O maior ponto do filme, além do roteiro primoroso, é a maquiagem e as atuações de Anton Diffring e Christopher Lee (sim, de novo ele). Produzido pelo famoso estúdio Hammer, o longa conta com uma gama de acontecimentos estranhos e inesperados que elevam sua qualidade. Foi orçado em pouco mais de 80 mil libras e é considerado hoje em dia, um dos grandes títulos do gênero.

DÉCADA DE 60

PSICOSE (1960)

O diretor Alfred Hitchcock tirou o roteiro do livro de Robert Bloch e presenteou o mundo com um dos filmes mais surpreendentes e assustadores de todos os tempos. Quem não se lembra da cena do chuveiro? Ou do sangue escorrendo pelo ralo, após assassinarem a linda Marion Crane? Ganhou algumas continuações – nenhuma chegou aos pés do original – e uma refilmagem sem pé nem cabeça, dirigida por Gus Van Sant. Anthony Perkins eternizou o papel de Norman Bates e acabou sendo estigmatizado pelo personagem.

– O TERROR VEIO DO ESPAÇO (1962)

Outro filme tirado de um livro, desta vez escrito por John Wyndham e intitulado ‘O Dia das Trífides’. Nele, vemos uma invasão alienígena de uma raça de plantas carnívoras e o roteiro condensa bem a história, mas dá uma maior importância à invasão, coisa que no livro era apenas uma alegoria.

OS PÁSSAROS (1963)

Acho este o melhor filme de Hitchcock. Sobreviveu ao tempo com louvor e todas as escolhas feitas pelo diretor – como os efeitos especiais e a não existência da trilha sonora – conseguem dar um clima ainda mais amedrontador. É a natureza se voltando contra os seres-humanos na forma mais crua possível. O desfecho em aberto e as cenas antológicas fazem deste uma das maiores obras primas do cinema.

– BANQUETE DE SANGUE (1963)

Este é o primeiro filme dirigido por H. G. Lewis e também é o precursor do gênero gore. Muitas vísceras, sangue (na verdade, uma descarada tinta vermelha) e humor negro, mas o roteiro não tem fundamento e as atuações são sofríveis. Vale mesmo pelo quesito histórico.

À MEIA NOITE LEVAREI A SUA ALMA (1964)

O primeiro brasileiro a entrar em nossa lista é José Mojica Marins. Na época que dirigiu e interpretou seu antológico personagem, tinha apenas 27 anos. Rodou tudo com pouquíssimo dinheiro, muita criatividade e um estúdio de 20 metros quadrados feito por ele próprio. Ganhou diversos prêmios ao redor do mundo e fincou de vez seu nome como um dos mais promissores profissionais do país.

– DRÁCULA – O PRÍNCIPE DAS TREVAS (1966)

Christopher Lee volta a interpretar o personagem mais famoso de sua carreira e Terence Fisher o dirige. Este é o melhor filme da franquia sem sombra de dúvidas, pois há uma evolução gigantesca se o compararmos com as produções anteriores. Apostam também em um terror quase psicológico e acertam em cheio. Vale ser visto e revisto!

ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967)

Continuação direta de ‘À Meia Noite Levarei a sua Alma’, coloca novamente Zé do Caixão e sua busca incessante pela ‘cria perfeita’. O filme é sujo e brutal na medida e têm todos os bichos que José Mojica adora usar. Ganhou forte censura, principalmente por causa de alguns diálogos hereges.

– O BEBÊ DE ROSEMARY (1968)

Roman Polansky havia feito, anteriormente, ‘Repulsa ao Sexo’, mas foi a extremos com o terror psicológico de ‘O Bebê de Rosemary’. O filme conta com pequenas nuances e detalhes que iriam compor um final espetacular. É uma das obras mais completas da sétima arte e a melhor atuação da carreira de Mia Farrow.

– A NOITE DOS MORTOS VIVOS (1968)

Com ‘A Noite dos Mortos Vivos’, George Romero não criou apenas um filme, mas também um gênero que sobrevive com força até hoje. Com uma crítica social ferrenha e os óbvios defuntos levantando dos túmulos e indo atrás de carne humana, Romero provou ao mundo que era muito mais que um simples diretor de produções trash, era também um visionário. Arrecadou só nos Estados Unidos, 12 milhões de dólares e mais 30 ao redor do mundo.

– AS BODAS DE SATÃ (1968)

A Hammer esqueceu um pouco dos monstros e produziu este roteiro que trazia muita magia negra e satanismo. O próprio demônio aparece algumas vezes e cabe a Christopher Lee tentar salvar sua pele e a de todos os outros envolvidos na trama. Um tanto datado, mas vale como uma lembrança destes excelentes momentos da produtora.

DÉCADA DE 70

O EXORCISTA (1973)

O maior filme de terror de todos os tempos e o único do gênero que concorreu na categoria máxima do Oscar. Além de toda tensão e medo contidos nos 120 minutos de projeção, existem diversas histórias dos bastidores: a primeira é que 8 pessoas da produção morreram de forma misteriosa e a outra, que o diretor pedia que o set fosse exorcizado constantemente. Obra prima do gênero e mete medo até hoje!

– AS SETE MÁSCARAS DA MORTE (1973)

Baseado em uma peça teatral, ‘As Sete Máscaras da Morte’ é um filme londrino dirigido por Douglas Hickox. Conta a história de um interprete de Shakespeare que, após ser dado como morto, sai à caça de alguns críticos que o humilharam. Tem no elenco Vincent Price e Diana Rigg.

– INVERNO DE SANGUE EM VENEZA (1973)

Crianças e filmes de terror combinam perfeitamente e neste ‘Inverno de Sangue em Veneza’ elas estão presentes e conversam com alguns espíritos. Baseado no conto de Daphne Du Maurier, o filme não têm tanto impacto quanto antigamente, mas conta com a famosa cena de sexo entre Donald Sutherland e Julie Christie – muitos dizem que foi muito mais que uma encenação.

– O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (1974)

A tosquice da câmera de Tobe Hooper poderia afugentar muitos espectadores, mas é também por causa dela que ‘O Massacre da Serra Elétrica’ se torna tão assustador. É a construção de um dos vilões mais emblemáticos da cultura pop e o melhor filme da franquia. O roteiro foi baseado em fatos reais.

– TUBARÃO (1975)

Foi um divisor de águas na carreira de Spielberg e em como os blockbusters norte-americanos seriam vistos dali em diante. Arrecadou mais de 400 milhões mundialmente, contra um orçamento de 12 milhões. Em um primeiro momento, o tubarão apareceria mais vezes, porém o animatrônico criado ficou com movimentos pouco naturais e isso fez com que mostrassem o bichão apenas no desfecho. Sorte, competência ou coisas do destino?

– CARRIE (1976)

‘Carrie’ é uma adaptação do livro de Stephen King e foi orçado em 1,8 milhões de dólares. Sissy Spacek não era o primeiro nome na lista para viver a protagonista, mas ganhou a confiança de Brian de Palma nos testes e ainda faturou uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. O filme ganhou uma continuação em 1999 intitulada ‘A Maldição de Carrie’ e um remake fraquinho, estrelado por Chloe Moretz.

– A PROFECIA (1976)

Outro filme que teve diversas histórias estranhas durante as filmagens, uma delas é a de que o protagonista Gregory Peck cancelou um vôo no último instante, o avião caiu e todos os passageiros morreram. Por outro lado, ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora e mostrou ao mundo o potencial do diretor Richard Donner, que faria, logo depois, ‘Superman – O Filme’, ‘Os Goonies’ e ‘Máquina Mortífera’. ‘A Profecia’ se transformou numa franquia, ganhando 3 continuações e um remake em 2006.

– O DESPERTAR DOS MORTOS (1978)

A crítica social contida em ‘O Despertar dos Mortos’ fica cada vez mais evidente – somos como zumbis diante das vitrines dos shopping centers. George Romero dirige como ninguém e joga muita tensão, humor e trasheira para fã nenhum botar defeito. Ganhou uma refilmagem bacana, mas que está longe de ser melhor que o original.

– HALLOWEEN – A NOITE DO TERROR (1978)

Feito com apenas 325 mil dólares, é outro filme que criou um personagem icônico que atende pelo nome de Michael Myers. John Carpeter trabalha muitíssimo bem o terror psicológico num primeiro momento, para depois, jogar o horror propriamente dito. Transformou-se em uma extensa franquia de 10 filmes, pelo menos até o momento.

ALIEN – O 8º PASSAGEIRO (1979)

Se o espaço já é um local amedrontador por si só, imagine somar isso com uma criatura grotesca, rápida e mortal? ‘Alien – O 8º Passageiro’ é um teste para os nervos de qualquer espectador e não envelheceu nada desde sua estréia até hoje. Ganhou o Oscar de Efeitos Especiais e 2 Baftas. Uma curiosidade interessante é notar que, num primeiro momento, Ripley seria interpretado por um homem.

DÉCADA DE 80

O ILUMINADO (1980)

Jack Nicholson está incrivelmente perturbado no papel principal de ‘O Iluminado’, mas o ponto principal para que este filme se tornasse uma obra prima foi todo o cuidado e minimalismo – por vezes exagerado – do diretor Stanley Kubrick. Para se ter uma ideia, houve uma cena com Shelley Duvall que foi repetida 127 vezes até que estivesse do jeito que Kubrick havia imaginado.

– SEXTA FEIRA 13 (1980)

Por incrível que pareça este primeiro filme da franquia não tem Jason como vilão e quem ficou responsável pela morte dos adolescentes em Crystal Lake foi sua mãe Pamela Vorheess. Conta com a participação de Kevin Bacon em início de carreira e a direção de Sean S. Cunningham. Foi feito com míseros 550 mil dólares.

– UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (1981)

O apogeu de ‘Um Lobisomem Americano em Londres’ é, sem dúvida seu final. Mas o diretor John Landis constrói o universo de uma maneira que prende o espectador e cria um suspense fabuloso. Na época, a maquiagem foi revolucionária e até venceu o Oscar na categoria e se visto hoje, não envelheceu nada mal.

– POLTERGEIST – O FENÔMENO (1982)

Mesmo tendo o nome de Tobe Hooper na direção, foi Steven Spielberg que tomou a maior parte das decisões. A jovem Heather O’Rourke – que morreu aos 12 anos – tem excelentes expressões e todo o terror psicológico travado em boa parte desta obra prima deixam o espectador com os nervos à flor da pele. Teve outras duas sequências que não conseguiram 50% do impacto do primeiro.

– EVIL DEAD – A MORTE DO DEMÔNIO (1983)

A estréia de Sam Raimi na direção de um longa metragem foi intensa e inventiva ao extremo, pois sem orçamento algum para efeitos especiais, usou uma cabana abandonada como set de filmagem, amigos de escola como atores e câmeras presas em tábuas. É um trash de primeira qualidade, que foi muito bem refilmado em 2013.

– A HORA DO PESADELO (1984)

Ao contrário da refilmagem horrorosa de de 2010, o filme original dirigido por Wes Craven é um clássico. O final dúbio, faz o espectador pensar se tudo aquilo foi mesmo real ou não passou de um pesadelo. O sucesso de ‘A Hora do Pesadelo’ salvou a New Line da falência e outra curiosidade é a de que foram gastos por volta de 500 galões de sangue falso.

A MOSCA (1986)

David Cronenberg jogou toda sua costumeira maluquice em uma ficção científica trash e assustadora que tinha Jeff Goldblum como protagonista. Ele interpreta um cientista que descobriu um método de teletransportar matéria, o problema é que algo dá errado e seu DNA se funde com o de uma mosca. Levou o Oscar de Melhor Maquiagem e ganhou uma fraca continuação.

– HELLRAISER – RENASCIDO DO INFERNO (1987)

A franquia de ‘Hellraiser’ se transformou num pastiche ridículo, mas na época do lançamento, Clive Barker, diretor do filme e criador de Pin-Head, deixou muitos cinéfilos boquiabertos com a mistura de boa maquiagem, roteiro pesado e sequências com doses cavalares de violência e masoquismo. Foi orçado em 1 milhão de dólares e faturou apenas nos Estados Unidos 20 milhões de dólares.

– BRINQUEDO ASSASSINO (1988)

Don Mancini é a mente por trás da criação do conceito de Chucky e ‘Brinquedo Assassino’ é o único filme da franquia que realmente consegue criar uma tensão interessante. Todo conceito, apesar de bem tosco, funciona para aquele universo, mas a série se desgastou com o tempo e hoje, para a cultura pop, Chucky é mais Good Guy do que serial killer.

– CEMITÉRIO MALDITO (1989)

Baseado na obra de Stephen King – que também escreveu o roteiro do filme –, ‘Cemitério Maldito’ fala de um local onde as pessoas que são enterradas voltam à vida e quando um casal se muda para uma casa nos arredores, acaba descobrindo isso da pior maneira. Conta com uma excelente trilha sonora e o garotinho causa medo em qualquer espectador.

DÉCADA DE 90

– O SILÊNCIO DOS INOCENTES (1991)

Primeiramente há de ser dito que Anthony Hopkins criou um ícone do cinema moderno, um vilão inteligente e sagaz, que tem a percepção de mexer com o psicológico da sua vítima. A perseguição final é extraordinária e sem sombra de dúvida foi o ápice da carreira de Jonathan Demme. Faturou os principais prêmios no Oscar e uma excelente bilheteria e suas continuações ficaram sempre aquém do esperado.

– CABO DO MEDO (1991)

Suspense dirigido por Martin Scorsese e que contou com um insano Robert De Niro como protagonista. Seu personagem fica preso por 14 anos e após ser solto resolve se vingar do ex-advogado, que escondeu algumas informações no julgamento. Concorreu ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Ator e Atriz Coadjuvante e ao Bafta de Melhor Fotografia e Edição.

– DRÁCULA DE BRAM STOKER (1992)

Francis Ford Coppola esbanjou bom gosto tanto no figurino quanto na maquiagem pesada de Gary Oldman nesta adaptação do clássico de Bram Stoker. Tudo bem que as caras e bocas de Keanu Reeves como protagonista não ajudam muito, mas Anthony Hopkins, o próprio Oldman e Winona Ryder seguram bem a responsabilidade. Ganhou o Oscar nas categorias Melhor Efeitos Sonoros, Figurino e Maquiagem. Filmaço.

– ENTREVISTA COM O VAMPIRO (1994)

No elenco, o embate dos dois astros mais desejados pelas mulheres daquela década e apesar do vampiro Lestat de Tom Cruise ter diversas diferenças, se comparado com o livro de Anne Rice, consegue não ser caricato e nos entregar uma performance interessante. Além dele e Brad Pitt, vemos Antonio Banderas, Stephen Rea, Christian Slater e Kirsten Dunst. Vale pela curiosidade, mas é um tanto superestimado por muitos.

– SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS (1995)

O maior exemplo de filme policial da década, que mistura ainda um teor violento e aterrorizante. O genial diretor David Fincher detalha cada assassinato de maneira dramática e quanto mais Sumerset e David Mills se aproximam do serial killer, mais o espectador se sente sufocado por toda aquela ambientação. O desfecho é soberbo e Brad Pitt (de novo ele) e Morgan Freeman impressionam com a química perfeita. Obra prima incontestável.

– PÂNICO (1996)

Wes Craven fez algo que parecia impossível no gênero, ou seja, o revitalizou usando um assassino sem qualquer poder fantástico e uma mocinha inteligente e perspicaz. As tiradas espertas e as homenagens feitas a mestres como John Carpeter, levaram milhões de pessoas aos cinemas e ganhou diversas cópias como ‘Eu sei o que vocês Fizeram no Verão Passado’, por exemplo. Três sequências vieram, mas nenhuma com o mesmo impacto.

– RINGU (1998)

‘Ringu’ dirigido por Hideo Nakata, não teve um orçamento tão robusto quanto sua refilmagem ocidental e talvez por isso sua crueza seja muito maior. Os efeitos práticos inseridos e a tensão que os orientais sabem criar ajudam na construção e inserção do espectador. Pode ter suas falhas, mas que dá medo, isso dá!

– O SEXTO SENTIDO (1999)

De longe o melhor filme da carreira do contestado M. Night Shyamalan, que trouxe, além do excelente Haley Joel Osment, um final arrebatador, um tema sombrio colocado de maneira delicada e diversas mensagens escondidas no decorrer dos 106 minutos. Recebeu 6 indicações ao Oscar, mas não faturou nenhum e levou 2 Globos de Ouro de Melhor Ator e Melhor Roteiro, além de arrecadar ao redor do mundo mais de 670 milhões de dólares.

– A BRUXA DE BLAIR (1999)

‘A Bruxa de Blair’ foi um dos primeiros exemplos de marketing viral no cinema, já que os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez criaram toda lenda por trás da tal bruxa e enganaram muitos espectadores ao afirmar que aquilo tudo era, de fato, uma filmagem real. Foi orçado em míseros 50 mil dólares, faturou 250 milhões de dólares e não tardou para ganhar uma horrorosa sequencia, que serviu para empoeirar as prateleiras das vídeo locadoras da época.

– A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (1999)

Na época em que Tim Burton e Johnny Depp faziam bons filmes, éramos presenteados com produções como ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’, que tem uma fotografia esplêndida, uma trilha sonora arrebatadora assinada por Danny Elfman e cenários góticos gigantescos. Faturou o Oscar de Direção de Arte e uma excelente bilheteria.

DÉCADA DE 2000

– OS OUTROS (2001)

Extremamente sombrio e carregado de uma carga dramática intensa, ‘Os Outros’ é uma obra dirigida por Alejandro Amenabar e estralada por uma ótima Nicole Kidman. Muito mais do que um filme sobre fantasmas, o roteiro toca em temas como a solidão e têm um desfecho tão estarrecedor quanto ‘O Sexto Sentido’ – e não aceite que ninguém dê spoilers.

O CHAMADO (2002)

Aí está uma refilmagem que consegue se igualar com a versão original. Gore Verbinski dirige com pulso firme e utiliza uma textura mais envelhecida em determinados momentos de sua filmagem e isso ajuda a criar um clima de maior tensão. Custou 48 milhões, colocou a carreira da linda Naomi Watts em ascensão e ganhou uma continuação horrorosa. Ainda hoje é bem assustador.

– EXTERMÍNIO (2002)

Ao contrário dos lerdos zumbis de George Romero, neste exemplar do sub-gênero, vemos os ‘comedores de cérebros’ tão rápidos quanto qualquer corredor de 100 metros rasos. Danny Boyle é esperto e além de bombardear o espectador com sua edição rápida, escolhe atores excelentes para o elenco como Cillian Murphy, Naomi Harris, Christopher Eccleston e Brendan Gleeson.

MEDO (2003)

O diretor chinês Kim Jee-Woon mantém o espectador vidrado na tela, com a história de duas irmãs que terão que lutar contra a madrasta obsessiva e violenta e um espírita que ronda a casa. Do meio para o final, ‘Medo’ se torna confuso e quase sem lógica, mas é outro filme que entra no panteão de finais avassaladores.

JOGOS MORTAIS (2004)

Feito com pouco mais de um milhão de dólares, ‘Jogos Mortais’ quase saiu diretamente para home-vídeo, mas após várias exibições a produtora decidiu lançá-lo nos cinemas. O resultado? Um dos filmes mais rentáveis daquele ano, que se transformou numa franquia que conta com diversas continuações e colocou o personagem de Tobin Bell na lista dos mais cultuados da cultura pop.

ABISMO DO MEDO (2005)

Filme de terror com mulheres dentro de uma caverna já daria o que falar, imagine então se colocássemos algumas criaturas humanóides, que se adaptaram naquele local durante anos, para caçá-las? Neil Marshall faz o espectador ficar grudado na poltrona com uma tensão crescente e uma claustrofobia absurda. Sem sombra de dúvidas um dos melhores filmes daquele ano.

[REC] (2007)

Usando o mockumentary para dar maior veracidade à trama, este violento terror espanhol mistura o gênero zumbi com possessão demoníaca. O resultado é impressionante e o desfecho pode deixar você sem dormir por dias (nenhum dos atores em cena sabiam ao certo sobre o que seria o roteiro e por isso as reações foram tão reais). Sem contar que os diretores Paco Plaza e Jaume Balangueró não perdoam ninguém e nem economizam no sangue. ‘Quarentena’ foi a tentativa dos americanos de refilmar ‘[REC]’, passou despercebido pelos cinemas e nem merecia ser citado, de tão ruim que a obra da terra do Tio Sam é.

A INVASORA (2007)

A França prova aqui que conhece do achado. Parte desta culpa positiva vai para os diretores Alexandre Bustillo e Julien Maury, que trazem ângulos excelentes e um roteiro simples mas incrivelmente poderoso e a outra para Béatrice Dalle e Alysson Paradis, que encaram este jogo de gato e rato muito bem. O espectador é levado de maneira abrupta para um ambiente de morte e tortura, sem entender muito bem o que está acontecendo, mas esperem pela reviravolta final e surpreenda-se.

– MARTYRS (2008)

Outro exemplar de terror francês, este trás em seu roteiro temas perturbadores como a solidão, a violência infantil (mesmo que não explícito) e, claro, fantasmas. Se ‘A Invasora’ trazia uma crueza quase gore, ‘Martyrs’ mescla estas vertentes com uma espécie de ambientação que homenageia, de certa forma, o gênero em seu conceito clássico. Teve uma refilmagem americana, mas eu passei longe.

DEIXA ELA ENTRAR (2008)

Outra produção que sai dos Estados Unidos, desta vez falaremos de ‘Deixa Ela Entrar’, feito na Suécia e orçado em 4 milhões de dólares. Utiliza o tema dos vampiros como uma metáfora sobre a transição de um garoto que está saindo daquela fase de criança e indo para a fase adulta, sua transformação e a descoberta dos amores e dos dramas que cercarão sua vida. Tomas Alfredson utiliza a fotografia noturna e lotada de neve para construir um cenário bastante melancólico. Teve uma refilmagem norte-americana que está longe das qualidades dos original.

DÉCADA DE 2010

O SEGREDO DA CABANA (2012)

‘O Segredo da Cabana’ é um filme que merece ser redescoberto, pois ao sair diretamente em home-vídeo por aqui, passou despercebido por muito cinéfilos. É uma homenagem ao gênero trash e conta com uma salada de referências, desde zumbis até insetos gigantes. Para completar, Chris Hemsworth, mais conhecido como Thor, é um coadjuvante de luxo deste filmaço.

A MORTE DO DEMÔNIO (2013)

Refilmagem do clássico dirigido por Sam Raimi, este novo ‘A Morte do Demônio’ traz além de efeitos especiais impressionantes, uma construção de personagens muito melhor. O diretor uruguaio Fede Alvarez agarrou a chance de estrear em Hollywood com firmeza e agradou aos fãs e à crítica. O último tratamento de roteiro foi escrito por Diablo Cody.

INVOCAÇÃO DO MAL (2013)

Depois de ‘Jogos Mortais’, o diretor James Wan tentou diversas vezes fazer um filme que causasse forte impacto no público. E foi com ‘Invocação do Mal’ que ele conseguiu, principalmente por utilizar efeitos práticos e um clima pesado nos momentos certos. O roteiro foi baseado em eventos reais, sendo que a família Perron visitou o local das filmagens.

UMA NOITE DE CRIME (2013)

Com um roteiro bizarro onde o governo decide que a cada ano, durante doze horas, toda atividade criminosa será tida como legal. James deMonaco coloca uma carga efusiva de tensão e Ethan Hawke e Lena Headey como um casal desesperado pela sobrevivência. É uma espécie de futuro distópico, mas a crítica social que deveria estar contida ali, torna-se menos importante que a violência.

– ASSIM NA TERRA COMO NO INFERNO (2014)

‘Assim na Terra como no Inferno’ está longe de ser um clássico, mas prende a atenção com um premissa muito interessante e a utilização da câmera de mão de forma coerente – até certo momento. Alguns jovens entram em túneis subterrâneos e desconhecidos em Paris, obviamente eles se perdem e a tensão toma conta de todos eles. Prepare-se para uma edição entrecortada e bons momentos de tensão.

THE BABADOOK (2014)

Uma mãe e uma criança são perseguidas por um monstro dentro de sua própria casa. Se você pensou: ‘já vi isso antes’, é porque não teve a oportunidade de assistir ‘The Babadook’, pois a diretora Jennifer Kent expõe traumas, angústias e loucura de uma maneira brilhante. Sem contar que o design do tal Babadook é de encher os olhos.

CORRENTE DO MAL (2014)

Muito mais que apenas um filme de terror, ‘Corrente do Mal’ tem em sua discussão social o principal achado, pois verifica até que ponto a sociedade está disposta a dialogar sobre sexo ou a forma com que tratam as doenças sexualmente transmissíveis. O jeitão de anos 70 e as boas cenas de violência ainda adicionam mais frescor para a obra.

A BRUXA (2016)

Esqueça os litros de sangue ou os monstros correndo atrás do protagonista, aqui em ‘A Bruxa’ você terá um terror psicológico de primeira, flertando com sexualidade, religião e misticismo, tudo passado numa floresta bizarra e que parece esconder certos segredos. É um filme para poucos, mas se conseguir embarcar terá uma pequena pérola nas suas mãos.

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (2016)

James Wan já tinha feito o espectador ficar travado na cadeira no primeiro filme da franquia e consegue novo êxito neste sequência. Com mais tempo para desenvolver os personagens principais e mais dinheiro para experimentar novos sustos, o diretor cria um ambiente hostil e claustrofóbico e um demônio tão inesquecível quanto a bonequinha Annabelle.

– O HOMEM NAS TREVAS (2016)

‘O Homem nas Trevas’ é aquele típico filme que você espera o óbvio, mas a reviravolta te surpreende tanto que faz todo cinéfilo acreditar naquela luz no fim do túnel. Três jovens invadem e tentam invadir a casa de um senhor com deficiência visual, só não esperavam cair na escuridão total e ficarem trancafiados por lá.

Faltou algum filme que acredita ser inesquecível nesta lista de 100 Grandes Filmes de Terror? Comente conosco.

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Comentários

1 COMMENT

  • Excelente Lista! um guia incrível!

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